O texto aristotélico da Política teve uma grande influência no desenvolvimento da ciência política. A passagem selecionada contém a célebre definição aristotélica do homem como “animal político” (zoon politikón).
“E evidente que a cidade faz parte das coisas naturais, e que, o homem é por natureza um animal político”. E aquele que por natureza, e não simplesmente por acidente, se encontra fora da cidade ou é um ser degradado ou um ser acima dos homens, segundo Homero (Ilíada IX, 63), denuncia, tratando-se de alguém sem linhagem, sem lei, sem lar.
Aquele que é naturalmente um marginal ama a guerra e pode ser comparado a uma peça fora do jogo. Daí a evidência de que o homem é um animal político mais ainda que as abelhas ou que qualquer outro animal gregário. Como diremos frequentemente, a natureza não faz nada em vão: ora, o homem é o único entre os animais a ter linguagem [logos]. O simples som é uma indicação do prazer ou da dor, estando, portanto presente em outros animais, pois a natureza consiste em sentir o prazer e a dor e em expressá-los, Mas a linguagem tem como objetivo a manifestação do vantajoso e do desvantajoso, e, portanto do justo e do injusto. Trata-se de uma característica do homem ser ele o único que tem o senso do bom e do mau, do justo e do injusto, bem como de outras noções deste tipo. “É a associação dos que têm em comum essas noções, que constitui a família e o Estado”.
Por que, segundo Aristóteles, devemos afirmar que o homem é um animal político? (Deixa a tua resposta na caixa dos comentários.)
