sábado, 15 de outubro de 2011

Fases do desenvolvimento da criança

Introdução
Jean Piaget nasceu em Neuchâtel, Suiça em 1896 e faleceu em 1980. Estudou a evolução do pensamento desde o nascimento até a adolescência, procurando entender os mecanismos mentais que o indivíduo utiliza para captar o mundo. Como epistemológico, investigou o processo de construção do conhecimento, sendo que nos últimos anos de sua vida centrou seus estudos no pensamento lógico e matemático.
Até o início do século XX assumia-se que as crianças pensavam e raciocinavam da mesma maneira que os adultos. A crença da maior parte das sociedades era a de que qualquer diferença entre os processos cognitivos entre crianças e adultos era sobretudo de grau: os adultos eram superiores mentalmente, do mesmo modo que eram fisicamente maiores, mas os processos cognitivos básicos eram os mesmos ao longo da vida.
Piaget, a partir da observação cuidadosa de seus próprios filhos e de muitas outras crianças, concluiu que em muitas questões cruciais as crianças não pensam como os adultos. Por ainda lhes faltarem certas habilidades, a maneira de pensar é diferente, não somente em grau, como em classe.
Piaget, quando descreve a aprendizagem, tem um enfoque diferente do que normalmente se atribui a esta palavra. Piaget separa o processo cognitivo inteligente em duas palavras: aprendizagem e desenvolvimento. Para Piaget, a aprendizagem refere-se à aquisição de uma resposta particular, aprendida em função da experiência, obtida de forma sistemática ou não. Enquanto que o desenvolvimento seria uma aprendizagem de facto, sendo este o responsável pela formação dos conhecimentos.
Piaget, quando postula a sua teoria sobre o desenvolvimento da criança, descreve-a, basicamente, em 4 estados, que ele próprio chama de fases de transição essas 4 fases são o Sensório-motor (0 – 2 anos), o Pré-operatória (2 – 7 anos), o Operações concretas (7 – 12 anos) e o estádio das operações formais.
A adaptação, quando definida por Piaget, como o próprio desenvolvimento da inteligência, ocorre através da assimilação e acomodação. Os esquemas de assimilação vão-se modificando, configurando os estádios de desenvolvimento.
Considera ainda que o processo de desenvolvimento é influenciado por fatores como: maturação (crescimento biológico dos órgãos), exercitação (funcionamento dos esquemas e órgãos que implica na formação de hábitos), aprendizagem social (aquisição  de valores, linguagem, costumes e padrões culturais e sociais) e equilibração (processo de auto-regulação interna do organismo, que se constitui na busca sucessiva de reequilíbrio após cada desequilíbrio sofrido).
Estádio Pré-operatório
 É nesta fase que surge, na criança, a capacidade de substituir um objecto ou acontecimento por uma representação, esta substituição é possível graças à função simbólica. Neste estádio a criança já não depende unicamente de suas sensações, de seus movimentos, mas já distingue um significador (imagem, palavra ou símbolo) daquilo que ele significa (o objecto ausente), o significado, é importante ressaltar o carácter lúdico do pensamento simbólico. Assim este estádio é também muito conhecido como o estádio da Inteligência Simbólica.
Contudo, lembra que a atividade sensório-motor não está esquecida ou abandonada, mas refinada e mais sofisticada, pois verifica-se que ocorre uma crescente melhoria na sua aprendizagem, permitindo que a mesma explore melhor o ambiente, fazendo uso de mais e mais sofisticados movimentos e percepções intuitivas.
A criança deste estádio: é egocêntrica, centrada em si mesma, e não se consegue colocar, abstractamente, no lugar do outro, não aceita a ideia do acaso e tudo deve ter uma explicação, já pode agir por simulação, "como se", possui perceção global sem discriminar detalhes e deixa-se levar pela aparência sem relacionar factos. Podemos dizer que a criança á egocêntrica da sua maneira ou seja, implica a ausência da necessidade, por parte da criança, de explicar aquilo que diz, por ter a certeza de estar sendo compreendida. Da mesma forma, o egocentrismo é responsável por um pensamento pré-lógico, pré-causal, mágico, animista e artificialista. O raciocínio infantil não é nem dedutivo nem indutivo, mas transdutivo, indo do particular ao particular; o juízo não é lógico por ser centrado no sujeito, nas suas experiências passadas e nas relações subjetivas que ele estabelece em função das mesmas. Os desejos, as motivações e todas as características conscientes, morais e afetivas são atribuídas às coisas (animismo). A criança pensa, por exemplo, que o cão ladre porque está com saudades da mãe. Por outro lado, para as crianças até os sete ou cinco anos de idade, os processos psicológicos internos têm realidade física: ela acha que os pensamentos estão na boca ou os sonhos estão no quarto. Dessa confusão entre o real e o irreal surge a explicação artificialista, segundo a qual, se as coisas existem é porque alguém as criou.
Outros Estádios
Para Piaget os estágios e períodos do desenvolvimento caracterizam as diferentes maneiras do indivíduo interagir com a realidade, ou seja, de organizar os seus conhecimentos visando a sua adaptação, constituindo-se na modificação progressiva dos esquemas de assimilação. Os estádios evoluem como uma espiral, de modo que cada estádio engloba o anterior e o amplia. Piaget não define idades rígidas para os estádios, mas sim que estes se apresentam numa sequência constante. Ele divide toda a evolução da criança em 4 estádios, nesta parte só se fará referencia a três visto que o estádio pré-operatório, já foi anteriormente desenvolvido.
Estádio sensório-motor, mais ou menos de 0 a 2 anos: a actividade intelectual da criança é de natureza sensorial e motora. A principal característica desse período é a ausência da função semiótica, isto é, a criança não representa mentalmente os objectos. A sua acção é directa sobre eles. Essas actividades serão o fundamento da atividade intelectual futura. A estimulação ambiental interferirá na passagem de um estádio para o outro.
Estádio das operações concretas, mais ou menos dos 7 aos 11 anos: a criança já possui uma organização mental integrada, os sistemas de ação reúnem-se em todos integrados. Piaget fala em operações de pensamento ao invés de ações.  É capaz de ver a totalidade de diferentes ângulos. Conclui e consolida as conservações do número, da substância e do peso. Apesar de ainda trabalhar com objectos, agora representados, a  sua flexibilidade de pensamento permite um sem número de aprendizagens.
Estádio das operações formais, mais ou menos dos 12 anos em diante: ocorre o desenvolvimento das operações de raciocínio abstrato. A criança liberta-se inteiramente do objecto, inclusive o representado, operando agora com a forma (em contraposição ao conteúdo), situando o real num conjunto de transformações. A grande novidade do nível das operações formais é que o sujeito torna-se capaz de raciocinar correctamente sobre proposições em que não acredita, ou que ainda não acredita, que ainda considera puras hipóteses. É capaz de inferir as consequências. Tem início os processos de pensamento hipotético-dedutivos.
Conclusão
Os estádios de desenvolvimento cognitivo forneceram indicadores para a definição da complexidade da situação, ou seja, deve-se propor situações de aprendizagem compatíveis com o estádio atual de desenvolvimento cognitivo do aluno.
Para Piaget aprender é atuar sobre o objecto da aprendizagem para compreendê-lo e modificá-lo. Daí surge o outro conceito chave - a aprendizagem activa, como aprender é uma contínua adaptação ao meio externo, aprende-se quando se entra em conflito cognitivo - ou seja - quando somos defrontados com uma situação que não sabemos resolver. O organismo se desequilibra frente ao novo, mas como todo o organismo vivo procuramos o equilíbrio. Para encontrar o equilíbrio, lançamos mão de um complexo processo de adaptação. Adaptação é o processo pelo qual o sujeito adquire um equilíbrio entre assimilação e acomodação. A assimilação refere-se à introdução de conhecimentos sobre o meio e a incorporação ao conjunto de conhecimentos já existentes. Através da incorporação, a estrutura de conhecimento existente se modifica de modo a acomodar-se a novos elementos - tal modificação é denominada acomodação. Equilíbrio é o processo de organização das estruturas cognitivas num sistema coerente, interdependente, que possibilita ao indivíduo a adaptação à realidade. É a partir deste entendimento que as situações de aprendizagem baseiam-se em jogos e desafios, nos quais o sujeito é defrontado com um problema novo para resolver.

TAREFA:
Depois de leres o texto caracteriza brevemente o estádio pré-operatório.

8 comentários:

  1. No pensamento de Piaget tem a certeza que existe quatro estados o estado sensório-motor o esto pré-operatório o estado concreto e o estadio das operaçoes formais.
    O estado pré-operatório é uma fase em que a crinça começa a ver a representação num objecto a criança já nao depende dos seus movimntos nem das sensações ou seja a criança começa a pensar um pouco mais.

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  2. Marcelo LopesNº15 10ºF19 de outubro de 2011 às 10:27

    Piaget dizia que existiam 4 estadios sensório- motor, pré operatorio, concreto, e por fim estadio de operações formais.
    Ele dizia que o estádio pré-operatório é uma fase que a criança começa a lembrar-se de objectos factos que por lá passou ou praticou que sentiu etc. Relembra imagens obejtos e sensações. A criança começa a pensar por si.

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  3. ⓕⓛⓐⓥⓘⓞ ⓞⓛⓥⓔⓘⓡⓐ ⓝ8 10 ⓕ29 de outubro de 2011 às 18:22

    No estado pré-operatório a criança já não precisa de ver o objecto em questão basta ver um símbolo ou logótipo que lhe faz lembrar um objecto.


    Flávio Oliveira Nº8 10 F

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  4. No estádio pré-operatório o cérebro da criança começa a desenvolver a capacidade da função simbólica, isto é, tem capacidade de usar as coisas e o seu corpo de maneira a representar outras coisas, põe exemplo:
    a linguagem, (a criança memoriza, pensa antes de realizar ou conseguir explicar ou fazer algo);
    a imagem mental, (a criança quando vê um cão armazena essa informação de que é um cão que ela está a ver, mas quando ela vir outro cão diferente a informação que o cérebro transmitirá é do mesmo cão que ela antes tinha visto, isto é, armazena informação do objeto só de uma vez, não distinguindo um do outro);
    o jogo simbólico, (quando uma criança vê uma caixa por exemplo, a informação que o cérebro vai transmitir não é a de uma caixa mas sim de uma casa, um carro, um avião; o cérebro da criança não dá ao objeto o seu real significado);
    Começa a respeitar normas e regras, e consegue adaptar-se a novas situações, por exemplo:
    antes do estádio pré-operatório, antes dos 18 messes (dependendo das crianças), a criança se a mãe a deixa-se na ama por exemplo começa a chorar ou a fazer birra, mas ao entrar neste estádio acriança não chora mais pois já sabe que a mãe vai voltar para a ir buscar;
    tem uma enorme curiosidade, tudo o que acontece ou vê tem de ter uma explicação, diz-se que é a idade dos “porquês”. Para a criança tudo lhe parece estar orientado para um único e possível fim.

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  5. Joel carlos soares da Silva nº12 10º TPM8 de novembro de 2011 às 09:13

    Piaget dizia que o estádio pré-operatório é uma fase que a criança começa a lembrar-se de objectos, das coisas que praticou que sentiu. A criança começa a pensar por si própria.Começa a ver o que e bom e o que e mau.

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  6. nuno lopes 10 tpm nº 188 de novembro de 2011 às 09:26

    piaget tinha 4 estadios o estado pre-operatorio, estadio sensorio motor, estadio das operaçoes concretas e o estadio das operaçoes formais.
    No estado pre operatorio e quando a criança consegue distinguir um imagem um hobjeto um simbolo.
    no estadio sensorio motor a criança mexe com os brinquedos sem apresentar sinais mentais.
    no estado das operaçoes concretas as crianças ja pensam e sabem o que fazem e sabem o que fazem.
    no estadio das operaçoes formais a criança torna-se adulta e ja raciocina devidamente.

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  7. alexandre lomba nº1 tpm8 de novembro de 2011 às 09:26

    Para Piaget o cerebro da crinça desenvolve 4 estadios o sensorio.motor, o pré-operatório,concreto e o estadio das operações formais. Estas eram as fases que piaget acreditava e uma crinança não podia saltar nehuma destas fases, qualquer criança tem que passar por estas fases.

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  8. Fernando Santos Nº7 10ºTPM13 de novembro de 2011 às 19:30

    É no estádio pré-operatório que a criança começa a pensar por si própria, e a relacionar objectos com simbolos.

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