sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O Socialismo, das Origens a Marx

Os fortes antagonismos de classe nas sociedades industriais do século XIX geraram, quase concomitantemente, algumas correntes de opinião que denunciaram a industrialização capitalista, a burguesia patronal e o liberalismo económico dos regimes vigentes como os principais criadores das injustiças sociais da época; e propuseram a abolição das diferenças sociais pela reconstrução da economia, do Estado e da sociedade em moldes revolucionários.
De origem diversa, estas correntes partilhavam alguns princípios inovadores:
− O princípio básico de que a liberdade individual não se deve sobrepor ao bem comum, o que significa submeter o indivíduo à sociedade;
− A convicção de que só alterando as condições da produção e da propriedade económica, pela abolição da propriedade privada e pela colectivização dos bens, seria possível obter uma mais justa e igualitária distribuição das riquezas e, consequentemente, estabelecer uma sociedade mais igual, mais harmoniosa.
Foram estes os pensamentos que marcaram, por volta de 1820-30, o aparecimento do socialismo, o qual congregou, na primeira metade do século XIX, um elevado número de escolas e de doutrinários, todos com soluções próprias para os problemas da época.
Os primeiros socialistas, mais tarde apelidados de românticos ou utópicos, não possuíam ainda uma ideologia formada, mas apenas um conjunto de reflexões pessoais, motivadas por sentimentos humanitários ou éticos, sobre a situação do operariado industrial e das classes populares nas sociedades industrializadas, burguesas e capitalistas do século XIX. Inicialmente, as suas ideias nasceram com o valor de um duplo protesto: de revolta moral contra as arbitrariedades sociais do sistema; de indignação racional contra a política económica, liberal e capitalista, cujas crises periódicas de superprodução eram em si um contra-senso. Assim, na sua origem, o socialismo foi, antes de mais, uma reacção contra o liberalismo individualista do século XIX e contra os pilares do seu sistema económico: a propriedade privada dos meios de produção e a livre concorrência.
Com formações muito diversificadas, estes utopistas sociais pertenceram, maioritariamente, aos meios urbanos e burgueses, estando alguns deles directamente ligados ao próprio patronato industrial. Entre os vários pensadores do socialismo utópico, distinguimos:
− Saint-Simon (1760-1825), nobre e liberal francês que propôs um tipo de sociedade sem exploradores nem explorados, em que a hierarquização se fizesse de acordo com as capacidades de cada trabalhador. O salário deveria ser proporcional à produtividade de cada um. Atribuía grande relevância aos sectores activos da sociedade, e preconizava a sua organização associativa, de forma a tomarem e exercerem o poder político.
− Robert Owen (1771-1858), industrial inglês que propôs a colectivização do trabalho através da associação dos trabalhadores em cooperativas ou comunidades, a fim de se conseguir melhor produção e uma distribuição mais justa dos lucros. Defendeu a abolição da propriedade privada.
− Charles Fourier (1772-1837), também oriundo dos meios burgueses, preconizou a transformação da sociedade numa federação de pequenas comunidades fechadas, os falanstérios, que funcionariam como cooperativas polivalentes de produção e consumo. Nelas, patrões e empregados viveriam em perfeita harmonia. Defendeu, igualmente, o direito ao trabalho e fez uma crítica severa ao capitalismo que tem como máxima o lucro.
− Proudhon (1806-1865), precursor do anarquismo, não prefere nenhuma forma governamental, pela simples razão de não querer nenhuma. Propôs a eliminação da grande propriedade capitalista, origem da exploração e da desigualdade, e a formação de cooperativas, as Associações Mútuas.
Cada trabalhador deveria ter a sua propriedade, na qual seria patrão de si mesmo. O poder político estaria nas mãos dos trabalhadores, através da associação entre si. Por isso, considerava, que o Estado não seria necessário.
Para a concretização e generalização de todas estas propostas, os socialistas utópicos propuseram, idealisticamente, a via pacífica e amigável, conseguida pela união entre todos os trabalhadores e entre estes e o patronato. Acreditaram de tal modo nos resultados positivos dessa união, que foram os primeiros a levar estas ideias à pratica nas suas próprias fábricas, ou organizando cooperativas com grupos de trabalhadores que neles confiaram.
Mas, desenraizado da realidade económica e política vivida na época e demasiado teórico para ser entendido pelos operários, o socialismo utópico não teve grande adesão entre os trabalhadores e as experiências concretizadas não passaram de curtos sucessos que acabaram na falência ou degeneraram.
Pedro Conceição Carvalho

TAREFA
Que princípios defendia o socialismo surgido no século XIX?

16 comentários:

  1. O socialismo foi uma reacção contra o liberalismo individualista do século XIX e contra os pilares do seu sistema económico: a propriedade privada dos meios de produção e a livre concorrência.. Cada trabalhador deveria ter a sua propriedade, na qual seria patrão de si mesmo. O poder político estaria nas mãos dos trabalhadores, através da associação entre si. Por isso dizia-se que o Estado não seria necessário.
    Para a concretização e generalização de todas estas propostas, os socialistas utópicos propuseram, idealisticamente, a via pacífica e amigável, conseguida pela união entre todos os trabalhadores e entre estes e o patronato. Acreditaram de tal modo nos resultados positivos dessa união, que foram os primeiros a levar estas ideias à pratica nas suas próprias fábricas, ou organizando cooperativas com grupos de trabalhadores que neles confiaram.
    Mas, desenraizado da realidade económica e política vivida na época e demasiado teórico para ser entendido pelos operários, o socialismo utópico não teve grande adesão entre os trabalhadores e as experiências concretizadas não passaram de curtos sucessos que acabaram na falência .

    Bruno Alexandre Nº5 12ºTG3

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  2. daniela fernandes 12ºTG Nº7
    a minha apinião:
    A exploração dos operários fez com que muitas pessoas, com idéias humanitárias e progressistas, levantassem suas vozes, denunciando e buscando soluções para os males que afligiam as classes desfavorecidas.OS principios socialistas defendiam que o trabalho devia servir para fornecer um bem-estar de todo e não enriquecer só algumas pessoas.
    O Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen são chamados de socialistas utópicos porque o socialismo que pretendiam era irrealizável.
    O Saint-Simon recebeu uma esmerada educação. Para ele, a principal missão da sociedade devia ser o desenvolvimento de riquezas. Sendo assim, os industriais formariam uma classe social mais importante que a nobreza e o clero e, portanto, deveriam governar o país.
    Nas comunidades idealizadas por Fourier não haveria igualdade absoluta. Haveria sim a igualdade de oportunidade, em que os filhos dos pobres receberiam a mesma educação dos filhos dos ricos. Haveria sufrágio universal e os trabalhos desagradáveis seriam melhor remunerados.
    Em suas fábricas, Owen reduziu a jornada de trabalho dos operários. Procurou melhorar suas habitações e ainda abrir armazéns onde operários podiam comprar a preços baixos produtos de boa qualidade.

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  3. os princípios que o socialismo surgido no século XIX são:
    -O princípio básico de que a liberdade individual não se deve sobrepor ao bem comum, o que significa submeter o indivíduo à sociedade;
    -A convicção de que só alterando as condições da produção e da propriedade económica, pela abolição da propriedade privada e pela colectivização dos bens, seria possível obter uma mais justa e igualitária distribuição das riquezas e, consequentemente, estabelecer uma sociedade mais igual, mais harmoniosa.
    o socialismo defendia que os trabalhadores deviam receber aquilo que trabalhavam, melhores condições de trabalho, menos horas de trabalho.

    12º TG André Duarte nº 1

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  4. Mariana Silva nº14 12ºTG10 de outubro de 2011 às 21:38

    Com o aparecimento do Socialismo no século XIX, foram defendidos vários princípios, tais como, o princípio básico de que a liberdade individual não se deve sobrepor ao bem comum, o que significa submeter o indivíduo à sociedade; a convicção de que só alterando as condições da produção e da propriedade económica, pela abolição da propriedade privada e pela colectivização dos bens, seria possível obter uma mais justa e igualitária distribuição das riquezas e, consequentemente, estabelecer uma sociedade mais igual, mais harmoniosa.
    Estes pensamentos levaram a um elevado número de escolas e de doutrinários, todos com soluções próprias para os problemas da época.
    Os primeiros socialistas, mais tarde apelidados de românticos ou utópicos, não possuíam ainda uma ideologia formada, mas apenas um conjunto de reflexões pessoais, motivadas por sentimentos humanitários ou éticos, sobre a situação do operariado industrial e das classes populares nas sociedades industrializadas, burguesas e capitalistas do século XIX.

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  5. Os princípios são:
    o princípio básico de que a liberdade individual não se deve sobrepor ao bem comum, que significa submeter o indivíduo à sociedade; a convicção de que só alterando as condições da produção e da propriedade económica, pela abolição da propriedade privada e pela colectivização dos bens, seria possível obter uma mais justa e igualitária distribuição das riquezas e, consequentemente, estabelecer uma sociedade mais igual, mais harmoniosa. Os principios socialistas defendiam que o trabalho devia servir para fornecer um bem-estar de todo e não enriquecer só algumas pessoas.

    josé santos 11tg nº10

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  6. os principios que o socialismo defendia eram:
    o princípio básico de que a liberdade individual não se deve sobrepor ao bem comum, outro é a convicção de que só alterando as condições da produção e da propriedade económica, pela abolição da propriedade privada e pela colectivização dos bens
    Pedro Marques nº7 12ºter

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  7. Até ao aparecimento do socialismo no século XIX, onde vigorava um liberalismo económico dos regimes vigentes como os principais criadores das injustiças sociais da época foi proposto a abolição das diferenças sociais.
    Assim, nestas correntes de opinião vigoravam alguns princípios inovadores: o princípio básico de que a liberdade individual não se deve sobrepor ao bem comum, o que significa submeter o indivíduo à sociedade; a convicção de que só alterando as condições da produção e da propriedade económica, pela abolição da propriedade privada e pela colectivização dos bens, seria possível obter uma mais justa e igualitária distribuição das riquezas e, consequentemente, estabelecer uma sociedade mais igual, mais harmoniosa.
    Devido a estes pensamentos congregaram-se, na primeira metade do século XIX, um elevado número de escolas e de doutrinários.
    Contudo, os primeiros socialistas, mais tarde apelidados de românticos ou utópicos, não possuíam ainda uma ideologia formada, mas apenas um conjunto de reflexões pessoais, motivadas sobre a situação do operariado industrial e das classes populares nas sociedades industrializadas.

    Hugo Ferreira nº6 12ºTER

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  8. O princípio básico de que a liberdade individual não se deve sobrepor ao bem comum, o que significa submeter o indivíduo à sociedade;

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  9. Bem compreendidas as noções econômicas e de Estado do Marxismo podemos perceber que os países que se reivindicaram socialistas, o chamado socialismo real, não aboliram o Estado, sinal de que não aboliram as classes sociais, o trabalho assalariado e, portanto a mais-valia, nem distribuíram a produção como descrito em Crítica ao Programa de Gotha e, não obstante, em Ideologia Alemã, Marx afirma ainda que Max Stiner mantém a propriedade privada no comunismo ao defender o trabalho assalariado nele. Assim essas sociedades, dentro da lógica marxista, mantiveram as principais características do capitalismo inclusive os seus principais traços característicos descritos em o capital. Por isso diversos autores, em especial do esquerdismo e do Comunismo de Conselhos defendem que esses países criaram um Capitalismo de Estado, isto é, um capitalismo que existia dentro do Estado. Lênin e Trotsky, no entanto, defenderam que essas sociedades eram superiores por terem abolido a propriedade privada, mas acabaram se tornando uma espécie de Estado Operário Burocraticamente Deformado e por isso bastava se derrubar a burocracia. Autores modernos defendem também que essas sociedades não eram uma coisa nem outra, ou mesmo um misto de varias dessas sociedades.
    Fábio 12ºter

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  10. O socialismo é uma reacção contra o liberalismo individualista do século XIX e contra os pilares do seu sistema económico: a propriedade privada dos meios de produção e a livre concorrência. Isto é, o socialismo pretendia uma sociedade sem exploradores nem explorados, ou seja, em que a hierarquização se fizesse de acordo com as capacidades de cada trabalhador e o salário deveria ser proporcional à produtividade de cada um. Alem disso a colectivização do trabalho através da associação dos trabalhos em cooperativas ou comunidades, a fim de se conseguir melhor produção e uma distribuição mais justa dos lucros.
    Defendia também a abolição da propriedade privada, a igualdade e o direito ao trabalho.
    Em suma, o socialismo pretendia eliminar a propriedade privada capitalista, a exploração e a desigualdade, e a formação de cooperativas, as associações mutuas.
    Ana Machado nº1 12ºTER

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  11. Os princípios que defendia o socialismo surgido no século XIX eram: o princípio básico de que a liberdade individual não se deve sobrepor ao bem comum, o que significa submeter o indivíduo á sociedade; a convicção de que só alterando as condições da população e da propriedade económica, pela abolição da propriedade privada e pela colectivização dos bens, seria possível obter uma mais justa e igualitária distribuição das riquezas, e consequentemente, estabelecer uma sociedade mais igual, mais harmoniosa.
    Contudo os primeiros socialistas, mais tarde apelidados de românticos ou utópicos, não possuíam ainda uma ideologia formada, mas apenas um conjunto de reflexões pessoais, motivadas por sentimentos humanitários ou éticos, sobre a situação do operariado industrial e das classes populares nas sociedades industrializadas, burgueses e capitalistas do século XIX.

    André Rodrigues nº3 12ºTG

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  12. Os princípios que o socialismo no séc.XIX defendia são: a liberdade individual não se deve sobrepor ao bem comum, o que significa submeter o indivíduo à sociedade, a convicção de que só alterando as condições da produção e da propriedade económica, pela abolição da propriedade privada e pela colectivização dos bens, seria possível obter uma mais justa e igualitária distribuição das riquezas e, consequentemente, estabelecer uma sociedade mais igual, mais harmoniosa. Estes foram os pensamentos que marcaram, por volta de 1820-30, o aparecimento do socialismo, o qual congregou, na primeira metade do século XIX, um grande número de escolas e de doutrinários, todos com soluções próprias para os problemas da época.

    Daniela Couceiro nº3 12ºTER

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  13. Os princípios são
    - A liberdade individual não se deve sobrepor ao bem comum, o que significa submeter o indivíduo à sociedade;
    - A convicção de que só alterando as condições da produção e da propriedade económica, pela abolição da propriedade privada e pela colectivização dos bens, seria possível obter uma mais justa e igualitária distribuição das riquezas e, consequentemente, estabelecer uma sociedade mais igual, mais harmoniosa.

    Mariana Fernandes 12ºTG3 Nº13

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  14. A liberdade individual nao tem preço, cada um deve ser livre e tomar as suas decisoes.
    O ser humano merece tem boas condições de trabalho e ser respeitado.

    Isabel Ramos 12 tg

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  15. Os dois principais princípios que o socialismo defendia eram: submeter o indivíduo à sociedade e estabelecer uma sociedade mais igual, ou seja, “equilibrar” as riquezas, para que todos tivessem acesso ao mesmo.
    Sendo estes dois os pensamentos que marcaram o seu aparecimento.

    O socialismo foi uma reacção contra o liberalismo individualista.

    Existiram vários pensadores do socialismo como: Saint-Simon, Robert Owen, Charles Fourier e Proudhon.
    Conceitos como: cada trabalhador deveria ter a sua propriedade, o poder politico estaria nas mãos dos trabalhadores e a união entre todos os trabalhadores, conjuntamente com a entidade patronal.

    Contudo este socialismo não obteve grande adesão entre os trabalhadores e as experiencias exercidas não passaram de ilusões que resultaram bem no inicio, mas com o passar do tempo acabaram num autentico fracasso.

    Tiago Almeida 12ºTER

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  16. O socialismo surgido no século XIX defendia os seguintes princípios:
    − O princípio básico de que a liberdade individual não se deve sobrepor ao bem comum, o que significa submeter o indivíduo à sociedade;
    − A convicção de que só alterando as condições da produção e da propriedade económica, pela abolição da propriedade privada e pela colectivização dos bens, seria possível obter uma mais justa e igualitária distribuição das riquezas e, consequentemente, estabelecer uma sociedade mais igual, mais harmoniosa.
    Com formações muito diversificadas, os utopistas sociais pertenciam, maioritariamente, aos meios urbanos e burgueses, estando alguns deles directamente ligados ao próprio patronato industrial. Entre os vários pensadores do socialismo utópico, distinguimos:
    − Saint-Simon (1760-1825), nobre e liberal francês que propôs um tipo de sociedade sem exploradores nem explorados, em que a hierarquização se fizesse de acordo com as capacidades de cada trabalhador. O salário deveria ser proporcional à produtividade de cada um. Atribuía grande relevância aos sectores activos da sociedade, e preconizava a sua organização associativa, de forma a tomarem e exercerem o poder político.
    − Robert Owen (1771-1858), industrial inglês que propôs a colectivização do trabalho através da associação dos trabalhadores em cooperativas ou comunidades, a fim de se conseguir melhor produção e uma distribuição mais justa dos lucros. Defendeu a abolição da propriedade privada.
    − Charles Fourier (1772-1837), também oriundo dos meios burgueses, preconizou a transformação da sociedade numa federação de pequenas comunidades fechadas, os falanstérios, que funcionariam como cooperativas polivalentes de produção e consumo. Nelas, patrões e empregados viveriam em perfeita harmonia. Defendeu, igualmente, o direito ao trabalho e fez uma crítica severa ao capitalismo que tem como máxima o lucro.
    − Proudhon (1806-1865), precursor do anarquismo, não prefere nenhuma forma governamental, pela simples razão de não querer nenhuma. Propôs a eliminação da grande propriedade capitalista, origem da exploração e da desigualdade, e a formação de cooperativas, as Associações Mútuas.
    Mariana Morgado 12º. F-TG3 n.º 12

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